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CHINA – UMA VIAGEM AO FUTURO - Rick Ricardo

Shangai - 2016

Shangai - 1990
Na minha juventude quando pensava em China e nos chineses me surgiam as seguintes imagens; do pais comunista e opressor fomentada pela propaganda americana. O chinês imigrante, assustado e com pouca escolaridade que mal falava português mas ambicioso e trabalhador que acabava abrindo uma pastelaria ou um bar, além de outras imagens mais poéticas que também me ocorriam, como as dos versos de Lao Tzo ou de filmes como "O Ultimo Imperador" e "O Império do Sol".

Quando comecei a visitar a China no inicio dos anos 90 motivado não só pela minha curiosidade de viajante mas também pelo interesse no Budismo, encontrei não somente um pais muito mais fascinante do que podia imaginar mas também uma sociedade muito mais livre e amigável do que esperava encontrar. 

Como naquela época havia muitas restrições a movimentação de um estrangeiro e aonde podíamos ou não ficar, deparei me, muitas vezes, ao chegar numa cidade, com uma única possibilidade, que era no hotel de categoria superior, com preços acima do que as minhas despesas de viagem podiam comportar, mas nunca faltou aquela porta aberta e o amigável sorriso de um desconhecido me convidando para ficar.

Quando viajo, sempre que possível, vou por terra, e a China não foi uma exceção. Percorri o pais muitas vezes e visitei suas regiões mais remotas, geralmente de trem, por sua extensa rede ferroviária, e também de ônibus, de bicicleta e mesmo de carona para regiões da Inner Mongólia ou do Platô Tibetano onde apenas de caminhão se podia chegar.

Aquela China que conheci nos anos 90, onde muitos ainda usavam terno azul estilo Mao e onde em pequenos povoados fui um dos primeiros estrangeiros dos tempos de hoje a pisar, foi desaparecendo rapidamente.

Nos últimos 30 anos a economia tem crescido num ritmo surpreendente e a velocidade com que surgem novas construções é inacreditável. Com investimento em infraestrutura num patamar nunca antes visto na história da humanidade. 

Para se ter uma ideia, nos últimos cinco anos a China construiu 30 novos aeroportos , sistemas de metrô para 25 cidades, 42 mil Km de autoestradas, 10 mil Km de ferrovia de trem bala, as 3 mais longas pontes do mundo e um novo arranha-céu a cada cinco dias.

Visitar as grande cidades da China, hoje em dia, é como fazer uma viagem ao futuro, e de fato, cidades como Shenzhen ou Shanghai são ótimos panos de fundo para filmes de ficção científica. 

Recentemente, o celebrado cineasta Spike Jonze usou as ruas de Shanghai como cenário de seu Último e premiado filme de ficção futurista"Ela".

Claro que todo processo de industrialização tem seu preço e, às vezes, um preço muito alto a pagar, foi assim na Inglaterra vitoriana, no Japão dos anos 70 e etc. 

No caso da China, houve uma perda irreparável de parte de seu patrimônio histórico e natural, sem falar nos níveis de poluição das áreas industrializadas.

Pequim e outras cidades do nordeste da China tem sido vítima de smogues causados por usinas a carvão que remontam à Londres do século 19 e início do século 20.

Mas nem tudo esta perdido, Beijing e Shanghai não são mais poluídas do que Rio, São Paulo ou a Cidade do México e quem imagina Beijing como uma cidade caótica , poluída e suja, vai encontrar uma cidade muito organizada, limpa e com o trânsito bem melhor que São Paulo.

A intensificação da poluição atmosférica que vimos muito nas noticias, no fim do ano passado, tem a ver com a chegada do Inverno que causa um aumento na queima de carvão e inversão térmica. 

Mas, já há sinais de que a fome chinesa por carvão está diminuindo, e juntamente com regulamentos ambientais mais rígidos espera-se uma grande redução na poluição.

O pais é imenso e dispõem de recursos naturais capazes de deslumbrar qualquer viajante, sem contar nas centenas de cidades históricas, muitas delas cuidadosamente restauradas, alem de uma enorme quantidade de parques nacionais e de áreas naturais protegidas, que somente perde para a Itália em numero de locais tombados pela UNESCO como patrimônios da humanidade.

Rick Ricardo - O Monge Ocidental
Exclusivo para o CULT CARIOCA
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E-CAR: NA CHINA, O CARRO ELÉTRICO JÁ FAZ PARTE DO DIA A DIA – Rick Ricardo



Tezin me levou em sua motocicleta, 
para um passeio nas montanhas de Qiniang.

 No caminho, foi me contando de sua paixão por motos. “Comecei dirigindo uma elétrica, quando tinha apenas 12 anos. Naquele tempo havia um boom de e-bikes. Comprei uma por menos de 1000 yuan (150 dólares). São rápidas e não poluem. Mas logo, elas estavam por todas as partes, e tornou-se caótico. Muitos pilotavam sem habilitação e ninguém respeitava as regras.

Circulavam nas calçadas, na contra mão, e isso causava muitos acidentes, e como são silenciosas também havia muitos atropelamentos. Por isso foram proibidas em Shenzhen.

A proibição provocou muita polêmica. Embora não tenha me atingido, na época já havia comprado minha terceira  a gasolina, achei muito injusto.

Além da questão ambiental, muita gente dependia delas; moto táxis, serviços de entrega e etc. Não era uma proibição necessária. Eles podiam simplesmente ter tornado as leis de trânsito mais rígidas. Dos veículos motorizados não poluente, a e-bike é o mais econômico. 


Agora a onda é o E-CAR.

Aqui na China é onde mais se vende carros elétricos. Existe cerca de 100 modelos, atualmente, no mercado e uma vasta rede de postos de carregamento. Como a indústria local não podia competir com a de motores à combustão estrangeiras, se especializou nesta área. Mas apesar dos diversos incentivos e financiamentos, ainda é um produto para a classe média.

No trajeto de volta, paramos para abastecer no posto de gasolina, notei que ele encheu o tanque com 45 yuan ou 25 reais. Então perguntei; e e se tivéssemos vindo de ônibus quanto custaria?

 “No mínimo cinco ou seis vezes mais” disse ele sorrindo. .
Rick Ricardo – O Monge Ocidental
The Rickxpedition

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"As primeiras festinhas foram na AABB, Monte Líbano e Caiçaras, na Lagoa. As inesquecíveis foram no Clube Leblon e no Clube Campestre. Na saída bom era comer na Pizzaria Guanabara que tinha uma pizza calabreza deliciosa e vendia pedaços no balcão."